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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As Melhores Canções de 2012 - Bodyspace

1: "Bomba Canção" - Diabo na Cruz
Folk moda punk de cortar a respiração e levantar os pés pelos colarinhos, ou como detonar uma música em pouco mais de três minutos, espalhando cacos pelo rectângulo. Bateria, guitarra e baixo em vertiginoso ataque juntamente com a voz de Jorge Cruz, lançando pregões atrás de pregões para varrer Portugal de lés-a-lés. Diga-se, em abono da verdade, que esta música tem pujança suficiente para fazer abalar fundações bem mais sólidas do que as deste país a cair de podre à conta de moços de ovelhas que, durante as ultimas décadas, têm dado belos presidentes com queda para presidiários. Convém ouvir várias vezes se quisermos manter o rastilho aceso. 
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2: "Como Calha" - B Fachada
A atmosfera rejubilante dos fluorescentes anos 80, com um batida ultra-dançável revestida por sintetizador vaporoso, como se regressássemos às festas de garagem da adolescência, que nos ajudaram a perder a inocência por entre experiências alcoólicas e contactos no quarto-escuro. Ou como se entrássemos numa discoteca que já não existe, com bolas de espelhos e máquina de fumo, reaberta para uma noite especial antes de ser devolvida aos arquivos da memória. Se tudo isto não bastasse para rejubilarmos com esta viagem, sempre que escutamos "Como Calha" redescobrimos uma das letras mais desconcertantes desta colheita, que inclui "matar a velha das finanças / ou ser verde e amoroso no andanças / a encher as freaks todas de esperanças e lembranças / uma vida de caganças".
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3: "Sábado à Tarde" - Feromona
Uma das belezas da música é adaptar-se a determinadas situações e momentos das nossas vidas. E esta é uma daquelas canções que apetece ouvir em repeat sempre que há energia para fazer tudo aquilo que não tem a ver com trabalho ou obrigações. Sejam actividades lúdicas (vaguear sem rumo aparente, ir para a praia ver miúdas em biquini ou apanhar umas ondas) ou programas que nos motivam especialmente, como discutir bola com os amigos ou sair à noite e beber uns copos. Mas também serve de banda-sonora perfeita para aqueles períodos em que nos apetece simplesmente não fazer nada, gozar o dolce fare niente e aproveitar o sol que brilha lá fora. Seja Julho ou Novembro.
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4: "Too Tough to Die" - Neneh Cherry & the Thing
Da revelação (e disco) pessoal da colheita 2012 há muito mais por onde pegar, claro, mas esta malha condensa bastante do que faz de The Cherry Thing um disco soberbo e que vai ganhando pontos a cada audição: camadas de ritmo, experimentalismo e raiva. Free jazz e punk destilados em doses generosas pelos instrumentos deste trio nórdico (destaque para o saxofone lancinante de Mats Gustafsson) e uma voz que tem tanto de melíflua como de ácida, doses repartidas de fragilidade e empowerment - como se vítima e carrasco estivessem personalizados no espírito de Neneh Cherry, resgatada de longo exílio musical para um conjunto de prestações surpreendentes e que ficam registadas para memória futura.
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5: "C" - Black Bombaim
Se o terceiro trabalho destes rapazes é Titânico, a faixa para aqui trazida não é menos do que Colossal. Começando no feedback e no riff introdutórios, que preparam o terreno para a chegada do saxofone. Que quando entra em cena é maior do que a vida, seja tocado em estúdio por Steve Mackay ou em cima do palco por Pedro Sousa. Espécie de mescalina sonora que se insinua pelos sentidos e expande a consciência com os toques xamânicos cozinhados pela guitarra de Isaiah Mitchell. Tudo cimentado pelo poder unificador/destrutivo do trio barcelense, que altera cadências emocionais e acelera numa estrada sem fim à vista. Dezasseis minutos de transe garantidos, ou pede-me o teu dinheiro de volta. 
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6: "Under the Spell of the Handout" - Cody ChesnuTT
A estética lo-fi e toda a vida de malandragem do maravilhoso The Headphone Masterpiece já não moram aqui. Se, por um lado, este Homem descobriu Deus e agora dá catequese a crianças, não se sentindo confortável a cantar músicas como "Bitch, I'm Broke", por outro optou pela sofisticação para construir as suas composições, por vezes orquestrais, onde se encontram pérolas como esta, que mantém o groove como uma das matrizes de Cody Chesnutt. Desde o piano da abertura à voz plena de soul, passando pela guitarra e os metais, tudo nos faz estalar os dedos e colocar os olhos no Céu, mesmo que aqui se fale de fome e falta de esperança na democracia.
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7: "Dom Docas" - Pega Monstro
Bem sei que poderia ter optado pela maior complexidade e lirismo de "Akon" ou "Suggah", temas que funcionam (e muito bem) como espécie de contraponto neste álbum homónimo e abrem portas sonoras para o futuro musical das manas Reis; mas a meu ver o ADN de Pega Monstro está mais presente aqui. São 2:16 minutos de pura energia rock descarnada e sem adornos supérfluos (guitarra e bateria ao despique, pois claro), com o discurso directo e desassombrado de quem não tem problemas em repetir no refrão que "há gajas que gostam de levar na boca". Já estas preferem fazer malhas que partem os dentes de leite a muitos meninos.
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8: "Le Rêve" - Bro-X
Agora que meio Portugal (como o Jean-Pierre do sonho dourado em formato de canção) volta a encontrar na emigração uma luz que brilha ao fundo deste túnel profundo - chamemos-lhe instinto de sobrevivência ou oportunidade, conforme sejamos realistas ou simplesmente enormes filhosdaputa -, talvez seja útil voltarmos a desenferrujar a mistura da língua materna com outros idiomas, seja o portunhol, o inglês de praia ou este franciú de quem regressa em Agosto de vacances à província. Como sempre fomos desenrascados, havemos de conseguir qualquer coisa para nos safarmos além-fronteiras, nem que seja a improvisar como nesta fábula versão manos do Xangai: "O que é que queres fazer? Eu faço quelque chose."
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9: "Avejão" - Gaiteiros de Lisboa
Esta espécie de metáfora musicada a toque marcial conta com a valiosa participação de Sérgio Godinho, que dá ainda mais força a uma das melhores letras da estação. Este “Avejão” dos Gaiteiros faz crítica social e intervenção satirizando, o que não está ao alcance de todos. E o que se satiriza, então, aqui? Uma terra de patos (bravos, claro está) que mais parece um vespeiro, na qual «andam todos à bicada / para chegar ao poleiro»». Um retrato tão realista que faz rir e dói ao mesmo tempo, como se estivéssemos a ler passagens dos «Maias» e déssemos por nós a reflectir que isto não mudou grande coisa. O resto são coros e sopros a lembrar uma enorme gaiola cheia de pássaros esgrouviados. 
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10: "Here Before" - DJ Ride
O grande das Caldas regressa dos títulos mundiais de scratch (se em 2011 ele e o colega Beatbomber Stereossauro trouxeram o primeiro lugar para Portugal, este ano acabaram de conquistar a prata) com um disco menos arrojado em termos electrónicos do que o antecessor Psychedelic Sound Waves, mais próximo de registos que tinham o hip hop e o jazz como pontos de partidas referenciais. Nesta música faz uma síntese de luxo entre esses dois universos, batidas e efeitos em harmonia com a participação de Sarah Linhares, que nos transporta para um espaço e um tempo que misturam sonho e dança. p.s. - menção especial para outro malhão deste ano que conta com o talento de Ride no scratch: “Erasmus Girls”, de DJ Renato Alexandre.
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Link para as escolhas integrais da redacção Bodyspace.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DJ Ride retoma a curadoria no MusicBox com LV

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Após o interregno estival, regressa a mensalidade Rock It! ao clube lisboeta. E para (re)começar, já hoje, dia 14, o Cais do Sodré receberá o dubstep étnico de Sebenza, novo disco dos produtores londrinos LV, que foram buscar inspiração aos ritmos kwaito, soca e funky, bem como à parceria com MCs sul-africanos. Se Routes (o antecessor de Sebenza) integrou muitas listas de “Melhor do Ano 2010” de publicações dedicadas ao clubbing, este recente trabalho (para facilitar trocadilhos parvos, “sebenza” significa “trabalho” em zulu) já foi considerado o disco de música electrónica mais alegre de 2012 e dele já se disse saber a futuro, pelo NME e pela Pitchfork, respectivamente. Por isso, já sabem, se precisam de injectar uma overdose de alegria nas vossas vidas, numa altura em que o futuro (pelo menos a curto-prazo) tem um sabor amargo, vão até ao MusicBox a partir da uma da manhã desta sexta-feira. A entrada custa 8€, que mesmo não sendo dedutíveis em sede de IRS dão direito a duas senhas de consumo.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ficar a ver navios

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Andam barcos (dos grandes e bonitos) na linha do horizonte. Lisboa é por estes dias a anfitriã das Tall Ship Races, ou Regata dos Grandes Veleiros, que têm passado por vários pontos da nossa costa a caminho do Rio Tejo. E este evento náutico conta com um cartaz musical, de entrada livre, entre amanhã (dia 19) e o próximo Sábado, 21, no Jardim do Tabaco – Santa Apolónia, sempre ao fim do dia.

Dia 19: Joana Lobo Anta / Johnwaynes
Dia 20: Terrakota / Primitive Reason / DJ Ride
Dia 21: Tiago Bettencourt / Frankie Chavez / M-Pex
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sumol Summer Fest: report gonzo de um festival de Verão

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“Beach days and reggae nights.” Foto: Luís Firmo
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A Ericeira, com a sua forte ligação à praia e ao surf, é um cenário de eleição para um festival como o Sumol Summer Fest, que já vai na quarta edição de vibrações reggae, folk, pop e electrónica. Esta foi a primeira vez que se realizou após a consagração da Reserva Mundial de Surf, mas não se notaram grandes diferenças por causa disso. E até parte substancial da Praia da Empa (onde começa a dita Reserva) esteve transformada em parque de estacionamento.
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Publicado no site da Surf Portugal, mais concretamente aqui.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ride here, Ride now

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Já falham os elogios e adjectivos para DJ Ride. Títulos mundiais de scratch, actuações que nos deixam de rastos e discos onde mostra uma invulgar mestria na combinação de técnica e inspiração no que à fusão de sonoridades contemporâneas diz respeito. Enquanto Life In Loops - o aguardado sucessor de Psychedelic Sound Waves - não chega (consta que será editado em Setembro pela Optimus Discos), podemos ver o videoclip de avanço para “Here Before”, onde o prodígio das Caldas se faz acompanhar pela voz da formosa Sarah Linhares.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Discos Perdidos para descobrir no Music Box

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Discos Perdidos, realizado por Frederico Parreira, é um documentário protagonizado pelo jornalista Rui Miguel Abreu e por DJ Ride, metade dos Beatbombers, dupla campeã mundial de scratch/turntablism . Espécie de relato íntimo de uma viagem de procura de vinil – de Lisboa até Elvas, daí até Sevilha e Madrid e de volta até às Caldas da Rainha –, fala de discos perdidos, e de discos encontrados, como não podia deixar de ser, uma vez que conta com a presença destes diggers inveterados e ainda com ilustres cameos de Stereossauro e Motown Junkie. RMA define-o assim: «É um road movie. Tem mistério, suspense, muito pouca acção e algum romance.»

Discos Perdidos combina fotografia com vídeo lo-fi (procurando ser o olhar sobre o ombro do digger, para captar a concentração profunda de quem deixa os dedos percorrer toneladas de vinil) e tem estreia marcada para o Music Box, por volta das 23 horas da próxima 6ª-feira, 6 de Abril - data da 7ª sessão Rock It, que traz Taylor McFerrin ao Cais do Sodré. Tal como o amor pela música, a busca retratada neste filme nunca termina, só se intensifica. E estes são os melhores romances de todos.

O teaser pode ser visto aqui.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Rock It # 7 – DJ Ride traz Taylor McFerrin ao Musicbox

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DJ Ride tem assegurado a programação de um conjunto de noites no Musicbox, pensadas para divulgar artistas que merecem destaque na cena clubbing nacional e internacional. Estas sessões, baptizadas de Rock It, conhecem o seu sétimo tomo no próximo dia 6 de Abril, sexta-feira em que Taylor McFerrin (filho de Bobby “Don’t worry be happy” McFerrin) desce até ao Cais do Sodré. O músico norte-americano, que no ano passado tocou no Clube Ferroviário e conversou connosco, vem apresentar o seu álbum de estreia, Early Riser, num concerto que deve pisar os terrenos do hip hop, da soul e da electrónica. Não se preocupem, sejam felizes; e guardem um espaço no vosso coração.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

segunda-feira, 5 de março de 2012

RBMA – Porto Hub 2012: a Dona Sara é que sabe

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Após um fim-de-semana em que a Invicta não parou à conta do Vodafone Mexefest, eis que chega a Red Bull Music Academy – Porto Hub 2012, uma plataforma para troca de ideias, conhecimento e experiências e que dá aos participantes uma amostra do que podem esperar da prestigiada academia, que este ano se vai instalar em Nova Iorque a partir de 30 de Setembro. A organização avisa que durante esta semana (ou seja, de 5 a 11 de Março) tudo pode acontecer no Porto, que será palco de diversas experiências musicais e culturais, uma espécie de laboratório para vários projectos. Exemplos? Fado no teleférico de Gaia, um estúdio de rádio no Mercado do Bolhão ou dubstep no topo da Torre dos Clérigos. Haverá também palestras, concertos, dj sets, jam sessions, arte visual e instalações sonoras. Entre os nomes encontram-se James Pants, DJ Ride, Plaid, Maze, Black Bombaim, Capicua, Sair, Throes & The Shine, Swinging Rabbits ou o nosso Branches.
A Dona Sara dá (quase) todos os pormenores. Se ainda assim precisarem de mais infos, vão aqui ou checkem o site da Red Bull Music Academy.
 
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DJ Ride estreia Pixel Thrasher no Lux

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Ainda há pouco tempo sagrado campeão mundial de scratch na companhia de Stereossauro – o seu parceiro Beatbomber –, DJ Ride está a dias de estrear um projecto que promete transportar o público para uma experiência áudio-visual singular. Pixel Thrasher é o nome do espectáculo que funde música e vídeo, com Ride a manipular som e imagem ao vivo. Para cheirar no teaser ali em baixo, antes de testemunhar na discoteca Lux, a 16 deste mês, numa noite em que Ride terá a companhia de Droptop e Nery.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Beatbombers são os novos campeões mundiais de Scratch/Turntablism

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No próximo Verão, as melhores selecções europeias de futebol vão andar pela Polónia (e Ucrânia – dois países frios mas com mulheres bem quentes) a disputar o Euro 2012. No passado fim-de-semana, os portugueses Beatbombers – dupla dinâmica composta por DJ Ride e Stereossauro e que há meses editou Tuga Breakz – mostraram como é que se faz: trouxeram de Cracóvia (Polónia) para casa, pela primeira vez, o título de Campeões do Mundo de DJs IDA (International DJ Association) 2011, na categoria “show”.

Depois de se terem tornado vice-campeões mundiais, no ano passado, e de nos últimos meses terem acumulado títulos – primeiros lugares na categoria “Team/Equipas”, do campeonato nacional DMC Portugal, em Setembro, e na categoria “Show” do campeonato nacional IDA Portugal, em Novembro – os Beatbombers viram, assim, no último Sábado «Um sonho antigo tornado realidade. Virámos uma página no turntablism nacional e escrevemos os nossos nomes e o de Portugal no scratch internacional». Mas não pretendem ficar por aqui: «Queremos continuar a competir como equipa e a subir a fasquia, até porque este é apenas o terceiro campeonato em que participámos», afirmam, revelando ambição para o futuro.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Entrevista: DJ Ride


O Bodyspace aproveitou a actuação de DJ Ride no Music Box, no dia 21 de Outubro, para lhe colocar algumas perguntas, não apenas sobre questões presentes como sobre ideias futuras. Ouve-se o réu e levanta-se o véu.

Neste evento houve um live act seguido dum dj set. E dentro de cada performance, assistiu-se à fusão dos elementos musicais mais variados. É tudo hip hop, afinal de contas, mesmo quando cruzas dubstep com jazz, ou partes de Aerosmith para uma digressão sonora ou cruzas reggae com drum n' bass?
Sim, para mim continua a ser hip hop, pela nossa abordagem e pela maneira como misturamos os estilos. Principalmente através do turntablism que está sempre presente em tudo o que fazemos, e de uma maneira mais activa nos live acts.

Live act vs dj set. O que te dá mais pica? Qual em que te sentes mais livre?
Gosto mais dos live acts porque tem outro sabor especial tocar as nossas próprias musicas/criações, e ver em tempo real as reacções das pessoas às melodias que criamos no quarto. Devido ao equipamento que utilizo e à fusão entre o analógico e o digital, sinto que tenho igual liberdade quer nos live acts quer nos dj sets, que se têm aproximado cada vez mais de live’s também, devido a fazer loops e sampling em tempo real e ao uso também de scratch e routines próprias.

O Stereossauro é como um pai para ti ou o aprendiz já ultrapassou o mestre?
Não o vejo como um pai mas sim como o meu melhor amigo; é tipo o irmão mais velho que nunca tive. É a minha maior influência e o partner ideal na crew BeatBomber's, que temos mantido activa há já 6 anos.

Picardias de scratch e MPC entre ti e o Stereo. Quão desafiador e ao mesmo tempo enriquecedor sentes que são para ti?
O desafio é semelhante aos solos e improvisação que vês por exemplo no free jazz. Para mim. nos nossos live acts tentamos sempre ter esse lado de improvisação. Se tivéssemos as coisas demasiado rígidas no que diz respeito ao alinhamento ou performance, acabaríamos por nos fartar.

Música de Carlos Paredes do Stereo – Verdes Anos Remix. Opinião? Já fizeste ou pensas fazer algo do género, como fervoroso adepto do digging e reciclador de referências estéticas?
A minha opinião é que é genial, e talvez o momento do Stereossauro mais inspirado até hoje. O vídeo fala por si. Ainda não fiz nada do género bom o suficiente para poder mostrar.


Projectos futuros? Podes levantar um pouco o véu?
Estou a pensar fazer um EP para Março, com um single forte ai com uma voz bem conhecida, digital, download gratuito na minha página. Temos também outro Scratch Tool praticamente acabado, vinil claro, entre outras coisas. E sobretudo trabalhar mais a nível dos dj sets e performances. Haverá ainda mais novidades em breve.

Pubicado originalmente no Bodyspace, mais precisamente aqui.

Ao Vivo: PAUS - Só Desta Vez @ Lux - 16/12/2010


Comecemos pelo fim, como num romance surrealista. Alguns minutos depois de ter acordado, com o espectáculo da véspera ainda bem presente, pensei: «Acho que sonhei que o (Mário) Cesariny estava no piso de cima a deixar a sua marca no placard da Delta Q», sponsor da série de concertos “Só Desta Vez”, em que os PAUS convidam amigos para actuações únicas. Será que este sonho aconteceu mesmo? Ou fui sugestionado pela carga onírica da performance? Ou pelo facto de me ter cruzado com o Mestre Júlio Pomar, nas escadas de acesso ao 1º andar da discoteca de Santa Apolónia, antes de o show começar?
Isso acaba por ter pouca importância para quem viu um dos (seus) concertos do ano – a propósito, será que o Bodyspace não arranja um cantinho para se fazer uma adenda aos meus momentos de 2010?

Link para o artigo completo.
Publicado originalmente no Bodyspace.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Reserva Mundial de Som

Com a aproximação do Verão sucedem-se os festivais da praxe. Uns urbanos, outros na praia ou no campo, alguns mais de massas do que outros. Apenas o Sumol Summer Fest se realizará numa Reserva Mundial de Surf.
Nos dias 24 e 25 de Junho, pelo parque de campismo da Ericeira – vila onde o mar é mais azul e as ondas para Homens de barba rija – passarão corpos abençoados pelo Sol (ou pelas carismáticas néboas, conforme os desígnios de S. Pedro) e cinco continentes de tendências musicais. Da Nova Zelândia chegam os Fat Freddy’s Drop e da Nigéria Nneka; Israel estará representado por Guy Gerber e a Jamaica por Anthony B. Portugal – ainda pertencemos à Europa, certo?! – terá em DJ Ride (na companhia de Stereossauro e Sagas), Cacique 97 e Freddy Locks alguns dos seus protagonistas.
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Publicado originalmente no Bodyspace. Mais precisamente, aqui.