Mostrar mensagens com a etiqueta Stereossauro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Stereossauro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de abril de 2012

Discos Perdidos para descobrir no Music Box

.
Discos Perdidos, realizado por Frederico Parreira, é um documentário protagonizado pelo jornalista Rui Miguel Abreu e por DJ Ride, metade dos Beatbombers, dupla campeã mundial de scratch/turntablism . Espécie de relato íntimo de uma viagem de procura de vinil – de Lisboa até Elvas, daí até Sevilha e Madrid e de volta até às Caldas da Rainha –, fala de discos perdidos, e de discos encontrados, como não podia deixar de ser, uma vez que conta com a presença destes diggers inveterados e ainda com ilustres cameos de Stereossauro e Motown Junkie. RMA define-o assim: «É um road movie. Tem mistério, suspense, muito pouca acção e algum romance.»

Discos Perdidos combina fotografia com vídeo lo-fi (procurando ser o olhar sobre o ombro do digger, para captar a concentração profunda de quem deixa os dedos percorrer toneladas de vinil) e tem estreia marcada para o Music Box, por volta das 23 horas da próxima 6ª-feira, 6 de Abril - data da 7ª sessão Rock It, que traz Taylor McFerrin ao Cais do Sodré. Tal como o amor pela música, a busca retratada neste filme nunca termina, só se intensifica. E estes são os melhores romances de todos.

O teaser pode ser visto aqui.
.
Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Entrevista: DJ Ride


O Bodyspace aproveitou a actuação de DJ Ride no Music Box, no dia 21 de Outubro, para lhe colocar algumas perguntas, não apenas sobre questões presentes como sobre ideias futuras. Ouve-se o réu e levanta-se o véu.

Neste evento houve um live act seguido dum dj set. E dentro de cada performance, assistiu-se à fusão dos elementos musicais mais variados. É tudo hip hop, afinal de contas, mesmo quando cruzas dubstep com jazz, ou partes de Aerosmith para uma digressão sonora ou cruzas reggae com drum n' bass?
Sim, para mim continua a ser hip hop, pela nossa abordagem e pela maneira como misturamos os estilos. Principalmente através do turntablism que está sempre presente em tudo o que fazemos, e de uma maneira mais activa nos live acts.

Live act vs dj set. O que te dá mais pica? Qual em que te sentes mais livre?
Gosto mais dos live acts porque tem outro sabor especial tocar as nossas próprias musicas/criações, e ver em tempo real as reacções das pessoas às melodias que criamos no quarto. Devido ao equipamento que utilizo e à fusão entre o analógico e o digital, sinto que tenho igual liberdade quer nos live acts quer nos dj sets, que se têm aproximado cada vez mais de live’s também, devido a fazer loops e sampling em tempo real e ao uso também de scratch e routines próprias.

O Stereossauro é como um pai para ti ou o aprendiz já ultrapassou o mestre?
Não o vejo como um pai mas sim como o meu melhor amigo; é tipo o irmão mais velho que nunca tive. É a minha maior influência e o partner ideal na crew BeatBomber's, que temos mantido activa há já 6 anos.

Picardias de scratch e MPC entre ti e o Stereo. Quão desafiador e ao mesmo tempo enriquecedor sentes que são para ti?
O desafio é semelhante aos solos e improvisação que vês por exemplo no free jazz. Para mim. nos nossos live acts tentamos sempre ter esse lado de improvisação. Se tivéssemos as coisas demasiado rígidas no que diz respeito ao alinhamento ou performance, acabaríamos por nos fartar.

Música de Carlos Paredes do Stereo – Verdes Anos Remix. Opinião? Já fizeste ou pensas fazer algo do género, como fervoroso adepto do digging e reciclador de referências estéticas?
A minha opinião é que é genial, e talvez o momento do Stereossauro mais inspirado até hoje. O vídeo fala por si. Ainda não fiz nada do género bom o suficiente para poder mostrar.


Projectos futuros? Podes levantar um pouco o véu?
Estou a pensar fazer um EP para Março, com um single forte ai com uma voz bem conhecida, digital, download gratuito na minha página. Temos também outro Scratch Tool praticamente acabado, vinil claro, entre outras coisas. E sobretudo trabalhar mais a nível dos dj sets e performances. Haverá ainda mais novidades em breve.

Pubicado originalmente no Bodyspace, mais precisamente aqui.