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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Tudo a postos para o FMM

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Já por aqui temos vindo a dar nota dos nomes que em Julho (primeiro entre os dias 19 e 21; depois entre 25 e 28) transformarão Sines na capital portuguesa das músicas do mundo. Será uma totalidade de trinta e seis concertos com músicos dos cinco continentes e muitos mais estilos musicais, entre o Castelo e a praia, juntando consagrados como Hugh Masekela, Dead Combo, Béla Fleck, Tony Allen e Marc Ribot, a novos nomes como Fatoumata Diawara, Bombino e Gurrumul. O cartaz integral pode ser consultado aqui. Entre algumas novidades, relativamente à edição de 2011, destaque-se uma sempre bem-vinda quando os euros não abundam nas carteiras: a noite inaugural do segundo fim de semana – 4ª-feira, 25 de julho – terá um formato especial, com dois concertos (um no Castelo e outro junto à praia), ambos de entrada livre.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mais três para Sines

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Foram anunciados mais três nomes para o Festival Músicas do Mundo, que decorre em Sines nos fins-de-semana de 19 a 21 e de 26 a 28 de Julho: são eles Marc Ribot Y Los Cubanos Postizos, Astilleros e Dhafer Youssef Quartet. Se o gigante Marc Ribot (além de tudo o mais, basta uma palavra para venerar este guitarrista: Lounge Lizards) regressa a Portugal com um projecto que parte de Cuba para assimilar influências doutras Américas, os outros dois grupos deverão proporcionar também bons momentos no litoral alentejano. Os argentinos Astillero são uma das orquestras mais inovadoras do tango argentino actual, encabeçando o movimento “tango de ruptura”, enquanto os tunisinos Dhafer Youssef Quartet cruzam a tradição musical árabe com a cultura jazz europeia. Música meditativa e experimental que deve cair como uma luva no Castelo.
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Por agora, o cartaz do FMM é este:

19 de Julho: Narasirato (Ilhas Salomão)
20 de Julho: Bombino (Níger)
21 de Julho: Oumou Sangaré & Béla Fleck (Mali / EUA); Marc Ribot Y Los Cubanos (EUA)
26 de Julho: Gurrumul (Austrália); Fatoumata Diawara (Mali); Astillero (Argentina)
27 de Julho: Mari Boine (Noruega); Juju (Gâmbia / Reino Unido); Dhafer Youssef Quartet (Tunísia)
28 de Julho: Hugh Masekela (África do Sul); Jupiter & Okwess International (R.D.Congo)
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dead Combo - Lisboa Mulata


MulatiCidade

Quantas cidades cabem em Lisboa? Quantos aromas e formas, sabores, tons de pele e sons, carpidos e escutados? Possivelmente tantas quantas as viagens trágico-heróicas que ajudaram a construir e desfazer um Império, de que somos causa e efeito. Uma teia de gestos e cinzas que, à bruta ou por amor, misturou gentes e culturas, criando algo que hoje em dia está muito em voga classificar como “lusofonia” aka conjunto de identidades culturais existentes nos países onde se fala a língua portuguesa e em diversas comunidades espalhadas pelo mundo. Sim, é bom lembrar - mais a mais numa época em que se discutem eurobonds e os "trabalhadores povos do Norte" encostam os "mandriões do Sul" à parede - que podemos ter raízes europeias, mas a nossa identidade e maior riqueza se encontram espalhadas (e espelhadas) por África, Brasil e outras paragens...
E se Lisboa Mulata não se deixa confinar pelas balizas lusófonas (continuam a avistar-se cowboys; em “Ouvi o Texto Muito ao Longe” Camané parece sussurrar as palavras escritas por Sérgio Godinho na vastidão de uma qualquer pradaria norte-americana), nunca essa miscigenação que desembocou no melting pot contemporâneo terá estado tão presente na música de Dead Combo. A faixa-título abre o disco em passo estugado, que nos faz percorrer diversas latitudes culturais da capital; balanço renovado na esquina em que se descansa a beber umas cervejas frescas na companhia de uma gulosa cachupa, antes de voltar a incendiar os sentidos ao sabor de uma morna. A “portugalidade”, tão cara em tempos de crise, também continua vincada, no jeito subversivo (e genial) de descambar com uma marchinha de Santo António (no que contam com a colaboração do enorme Marc Ribot, cuja inspiração haviam já homenageado em Vol. 1) ou no quase fado encantatório de “Esse Olhar Que Era Só Teu”.
Com os pés assentes no rectângulo, onde bebem referências íntimas e exóticas, mas de olhos e espírito além-fronteiras, Tó Trips e Pedro Gonçalves continuam a construir um universo particular (único, genuíno) que pode ser apreciado com os cinco sentidos - e noutros tantos continentes.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

Entrevista: Dead Combo



Uma cidade com janelas abertas para o Mundo

A Lisboa Mulata saiu à rua há pouco tempo, para arrasar na sua primeira festa, e faz-nos bailar neste estio prolongado de Outubro, em que a tardes abrasadoras se sucedem noites amenas. Traz-nos aromas de África e ritmos do Brasil, além dos ambientes de outras paragens que fazem do duo formado por Pedro Gonçalves e Tó Trips um projecto com uma vocação cada vez mais universal. O “gangster” Pedro Gonçalves fala-nos do caldeirão cultural que se pode ouvir (e sentir pulsar) nesta cidade mestiça, por onde passam pessoas e influências de todos os continentes. E como os Dead Combo gostam de subverter a música e os músicos, oferecem-nos a oportunidade de escutar Camané no papel de diseur ou Marc Ribot (uma referência essencial para estes dois portugueses) tocar – e des(cons)truir – uma marcha popular imaginária. 
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Link para a entrevista integral, publicada originalmente no Bodyspace.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Combo Mulato

O quarto álbum de originais dos Dead Combo (a banda de Tó Trips e Pedro Gonçalves merece toda a atenção que lhe é dada e mais alguma) já tem título e data de lançamento anunciados: Lisboa Mulata chega às lojas no próximo dia 26 de Setembro e conta com participações ilustres. Aos portugueses Camané, Sérgio Godinho e Alexandre Frazão – que, só por si, garantem uma variedade de inputs criativos – junta-se Marc Ribot. Juramos que não tínhamos conhecimento desta colaboração quando, em Abril, a propósito da actuação no Cinema São Jorge do guitarrista americano que já integrou os míticos Lounge Lizards, escrevemos que «Ribot não ficaria nada mal alinhado com os lusitanian playboys Dead Combo».
Há título e data de lançamento – e também há teaser, que nos dirige o olhar para o que será a sonoridade do álbum, inspirado por uma «Lisboa Mulata de sangue quente» que «Ginga na guitarra e no destino que Deus lhe deu…».

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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Marc Ribot @ Cinema S. Jorge - 12/4/2011

Foto de Mauro Mota

Ribot domina a guitarra como poucos (a sua carreira – tanto nas bandas por que passou como nas diversas colaborações que tem feito ao longo dos anos ou nas performances a solo – fala por si), mas não segue o caminho do show off estéril. Antes cobre as composições de alma e musicalidade, o que é fundamental para sustentar quase duas horas de concerto instrumental a solo. A actuação é feita de grande entrega – o músico e a guitarra chegam a estar colados como dois amantes –, embora estejamos num concerto de e para gente sentada, muita dela dispersa pelo chão do auditório, no espaço disponível entre o palco e as cadeiras. Há até quem se esparrame no chão, como se estivesse num jardim, descansando o olhar no firmamento – a melhor tela de drive-in inventada até aos nossos dias.
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Link para o artigo integral, publicado originalmente no Bodyspace.