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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mais festas para dizer adeus a 2011

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Festas de passagem de ano (aka reveillons) há muitas; e como não é possível dar conta de todas, deixam-se aqui mais duas sugestões lisboetas, entre o atrevidote e o bollywoodesco. Quem for ao Clube Ferroviário, em Santa Apolónia, pode entrar a bordo do Bollywood Express – conduzido pelos DJs Jigar e Mayush –, que vai servir um repasto indiano e filmes dessa Meca da Sétima Arte que dá pelo nome de Bollywood. As entradas variam entre os 15 euros (que dão direito a uma bebida) e os 75 – garrafa de champanhe e bar aberto –, com valores intermédios para quem quiser uma garrafa de espumante nacional (25 €) ou de champanhe (40 €) para celebrar a entrada em 2012 enquanto é tempo.
Já o Santiago Alquimista, ao Castelo, junta os Irmãos Catita aos Ena Pá 2000 para um Reveillon Atrevidote, noite de bailarico que terá Eugénio Royale como mestre-de-cerimónias e pela qual passarão Miss Suzie, as coristas Cindy Laroca e Vicky Marota, o MD (Mete-Discos) Gimba e Phill Mendrix. Além de garantirem o sorteio de kits marotos, prometem que este vai ser o derradeiro reveillon antes da queda no abismo, por isso é melhor aproveitar a oportunidade para contar os cêntimos (entradas a 25 € para quem entrar entre as 22 horas e a 1:30 da noite; 25 € para quem só aparecer depois desta hora) e queimar os últimos cartuchos.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Irmãos Catita @ Maxime - 29/1/2011

 
Nunca vira tamanho ajuntamento à porta do nº 58 da Praça da Alegria, mas também não era para menos. O icónico cabaret - casa de artistas e palco de jogadas de xadrez internacional - vai fechar portas e organizou uma festa de despedida à altura. Auf Wiedersehen, Goodbye, mas em grande estilo, juntando os Irmãos Catita e vários convidados de luxo. O site do Maxime anunciava «uma festa que fique nos anais e também nos orais (e até nos nasais...) do entretenimento em Portugal! Uma festa tremenda, soberba, excessiva, inesquecível, um acontecimento bestial com implicações no próprio Produto Interno Bruto, e até no clima do planeta». Bem a propósito, o dj passa “The End”, dos Doors, pouco antes da banda de Manuel João Vieira (MJV) entrar em cena. Chiquito está vestido de branco, como um africano de luto. Iniciam o show com “Lourenço Marques” e logo MJV cede o protagonismo ao parceiro (que mostra como é “Ser Moderno”), retomando o centro do palco em “Em Paris Há Gajas Boas”, que termina em alta rotação ska.
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Link para o artigo integral. Publicado originalmente no Bodyspace.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Corações de Atum - Romance / Hardcore


«É p’ró menino e p’rá menina!». O conhecido pregão popular deverá sofrer uma adaptação quando se aborda o duplo álbum dos Corações de Atum. Romance / Hardcore são duas faces da mesma moeda. Este trabalho tem uma cara passível de difusão radiofónica generalista (Romance), enquanto a coroa (Hardcore) é apenas para consumo de ouvidos pouco susceptíveis. O que verdadeiramente distingue as duas rodelas é o facto de Hardcore ter palavrões, vulgo caralhadas – das que Manuel João Vieira usa e abusa (quase sempre bem) nos seus projectos mais conhecidos, como Ena Pá 2000 e Irmãos Catita. Até se pode jogar às diferenças, em temas como “Eu Gostava de (Gostar de Alguém)”, versões normal e rápida, “Strip Tease” e “Quando Eu Ganhar o Totoloto”, ambas com takes soft e hard.

Musicalmente, o dois-em-um é coerente. Quase sempre em registo jazzístico, apresenta composições com diferentes andamentos. Umas melancólicas, como “Cowboy Solitário”, e outras mais ritmadas – oiça-se “Gosto de Ti (Realmente)”. Há lugar para o swing, para a bossa, em “Samba nº 1”, o dixieland e uma piscadela de olho ao samba-canção, em “O Borracho”. Manuel João Vieira assume o papel de crooner à moda antiga (tocando também bandolim, banjo e harmónica em algumas faixas), sendo acompanhado por uma extensa lista de músicos, não só dos Corações de Atum como convidados, nos quais se inclui um quarteto de cordas.

Podem apresentar-se estes temas num sítio onde seja possível estar sentado, a tomar um drink, enquanto se conversa, mas onde também se possa dançar agarradinho na pista. Mas, faites attention: Romance terá o seu espaço de eleição num piano bar frequentado por uma clientela selecta; já Hardcore enquadra-se num ambiente de cabaret mais ou menos decadente – ou, então, sirvam-se ambos, quais gémeos siameses, num espaço multiusos como o Maxime, onde o disco foi gravado.

Publicado originalmente no Bodyspace.