Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel João Vieira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel João Vieira. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ai, Lello!! Garganta linda!!!

.
O Lello Perdido é, claro, Manuel João Vieira, camaleónico ser que habita diversas personagens desde que o Século XX viu nascer projectos como os fantásticos Ena Pá 2000 ou os fabulosos Irmãos Catita. Para completar a trilogia dos éfes, surgem os fados do Lello Perdido, que anda em sessões de vadiagem na companhia de Vital Assunção (viola) e do guitarrista Gentil Leitão. Ora, nos próximos dias 11 e 12 de Abril (quarta e quinta-feira desta semana, portanto) é a vez do insigne Museu do Fado receber o Lello Perdido, em duas noites que prometem «um repertório singular recheado de fado humorístico». Os trinados começam a ouvir-se pelas 21:30 e os ingressos custam apenas 5,00€.
.
.
Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ena Pá 2000 e o Álbum Bronco em estreia no Music Box

© Sofia Quintas
Os Ena Pá 2000, instituição maior do deboche musical liderada pelo bigger than life Manuel João Vieira, têm um disco novo, intitulado Álbum Bronco. Dizem que levou esse selo porque já existia um Álbum Branco. Dizem também que o novo álbum demorou apenas dois dias a gravar – o resto do tempo foi dividido entre a produção dum novo alfabeto que se encontra no libretto, a elaboração da capa, sandes de courato, bagaceira e confraternização com senhoras respeitáveis…
Apenas parte de tudo isto será verdade; mas como entre a lenda e a verdade deve sempre prevalecer a lenda (adjectivo que, de resto, assenta que nem uma luva aos autores de clássicos absolutos como “Sexo na Banheira”, “Alice” ou “És Cruel”), levamos tudo isto em mente quando amanhã, dia 13, formos até ao Music Box, no lisboeta Cais do Sodré, presenciar a apresentação do Álbum Bronco, que em canções como “Lulu” ou “Mulher Portuguesa” capta o Zeitgeist desta época. O concerto/showcase especial, que é de entrada livre, começa às 22 horas e diz que termina às 23:30 – mas com esta malta, nunca é de fiar…
.
Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Irmãos Catita @ Maxime - 29/1/2011

 
Nunca vira tamanho ajuntamento à porta do nº 58 da Praça da Alegria, mas também não era para menos. O icónico cabaret - casa de artistas e palco de jogadas de xadrez internacional - vai fechar portas e organizou uma festa de despedida à altura. Auf Wiedersehen, Goodbye, mas em grande estilo, juntando os Irmãos Catita e vários convidados de luxo. O site do Maxime anunciava «uma festa que fique nos anais e também nos orais (e até nos nasais...) do entretenimento em Portugal! Uma festa tremenda, soberba, excessiva, inesquecível, um acontecimento bestial com implicações no próprio Produto Interno Bruto, e até no clima do planeta». Bem a propósito, o dj passa “The End”, dos Doors, pouco antes da banda de Manuel João Vieira (MJV) entrar em cena. Chiquito está vestido de branco, como um africano de luto. Iniciam o show com “Lourenço Marques” e logo MJV cede o protagonismo ao parceiro (que mostra como é “Ser Moderno”), retomando o centro do palco em “Em Paris Há Gajas Boas”, que termina em alta rotação ska.
.
Link para o artigo integral. Publicado originalmente no Bodyspace.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Corações de Atum - Romance / Hardcore


«É p’ró menino e p’rá menina!». O conhecido pregão popular deverá sofrer uma adaptação quando se aborda o duplo álbum dos Corações de Atum. Romance / Hardcore são duas faces da mesma moeda. Este trabalho tem uma cara passível de difusão radiofónica generalista (Romance), enquanto a coroa (Hardcore) é apenas para consumo de ouvidos pouco susceptíveis. O que verdadeiramente distingue as duas rodelas é o facto de Hardcore ter palavrões, vulgo caralhadas – das que Manuel João Vieira usa e abusa (quase sempre bem) nos seus projectos mais conhecidos, como Ena Pá 2000 e Irmãos Catita. Até se pode jogar às diferenças, em temas como “Eu Gostava de (Gostar de Alguém)”, versões normal e rápida, “Strip Tease” e “Quando Eu Ganhar o Totoloto”, ambas com takes soft e hard.

Musicalmente, o dois-em-um é coerente. Quase sempre em registo jazzístico, apresenta composições com diferentes andamentos. Umas melancólicas, como “Cowboy Solitário”, e outras mais ritmadas – oiça-se “Gosto de Ti (Realmente)”. Há lugar para o swing, para a bossa, em “Samba nº 1”, o dixieland e uma piscadela de olho ao samba-canção, em “O Borracho”. Manuel João Vieira assume o papel de crooner à moda antiga (tocando também bandolim, banjo e harmónica em algumas faixas), sendo acompanhado por uma extensa lista de músicos, não só dos Corações de Atum como convidados, nos quais se inclui um quarteto de cordas.

Podem apresentar-se estes temas num sítio onde seja possível estar sentado, a tomar um drink, enquanto se conversa, mas onde também se possa dançar agarradinho na pista. Mas, faites attention: Romance terá o seu espaço de eleição num piano bar frequentado por uma clientela selecta; já Hardcore enquadra-se num ambiente de cabaret mais ou menos decadente – ou, então, sirvam-se ambos, quais gémeos siameses, num espaço multiusos como o Maxime, onde o disco foi gravado.

Publicado originalmente no Bodyspace.