segunda-feira, 20 de junho de 2011

Reserva Mundial de Som

Com a aproximação do Verão sucedem-se os festivais da praxe. Uns urbanos, outros na praia ou no campo, alguns mais de massas do que outros. Apenas o Sumol Summer Fest se realizará numa Reserva Mundial de Surf.
Nos dias 24 e 25 de Junho, pelo parque de campismo da Ericeira – vila onde o mar é mais azul e as ondas para Homens de barba rija – passarão corpos abençoados pelo Sol (ou pelas carismáticas néboas, conforme os desígnios de S. Pedro) e cinco continentes de tendências musicais. Da Nova Zelândia chegam os Fat Freddy’s Drop e da Nigéria Nneka; Israel estará representado por Guy Gerber e a Jamaica por Anthony B. Portugal – ainda pertencemos à Europa, certo?! – terá em DJ Ride (na companhia de Stereossauro e Sagas), Cacique 97 e Freddy Locks alguns dos seus protagonistas.
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Publicado originalmente no Bodyspace. Mais precisamente, aqui.

Entrevista: José Mário Branco

Na Quarta-Feira, dia 15, começa o Festival Silêncio, conforme já foi anunciado aqui no Bodyspace. Para inaugurar a vasta programação, José Mário Branco (e Camané, acompanhados por Carlos Bica, José Peixoto e Filipe Raposo) apresentam o espectáculo Música de Palavra(s) na Sala 1 do Cinema São Jorge. Promete-se «um jogo de tensões entre o silêncio e os sons, no espaço e no tempo cénicos, que é o apanágio da canção poética». Bom pretexto para irmos conversar com o cantautor de origem portuense, cuja extensa obra musical não se limita ao incontornáveis Mudam-se Os tempos, Mudam-se As Vontades ou o bem actual FMI. Em discurso directo ao assunto, muita música (utilizada ou não como arma) e uma boa dose de consciência política. Embora já não tenha 37 anos, José Mário Branco continua «muito mais vivo que morto». Podemos contar com ele para cantar e para o resto.
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Link para o artigo completo, com a entrevista a José Mário Branco.
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Publicado originalmente no Bodyspace.

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Palavra é a Capital do Festival Silêncio

Costuma dizer-se que a pena é mais forte do que a espada. Pois, o Festival Silêncio, inserido nas Festas de Lisboa, promete cortar a direito entre os dias 15 e 25 deste mês. Pelos palcos do Cinema São Jorge e do Musicbox vão passar dezenas de projectos de importantes artistas nacionais e estrangeiros que cruzam a palavra dita com a música, a performance e o vídeo/cinema.
Com uma programação tão vasta, mais vale aconselhar a consulta do site do festival. Ainda assim, destaques para os espectáculos de Lee Ranaldo (sim, esse mesmo, dos Sonic Youth), Arnaldo Antunes, Adolfo Luxúria Canibal (com “Estilhaços de Mário Cesariny”), “Música de Palavra(s)” de José Mário Branco, com a participação de Camané, entre outros, “Palavras do Fado”, com António Zambujo, Cuca Roseta, Raquel Tavares, Ricardo Ribeiro e vídeo de Tó Trips e, ainda, “Moradas do Silêncio”, homenagem a Al Berto, com Sérgio Godinho, Rui Reininho, JP Simões, João Peste, Noiserv e Miguel Borges.
A literatura também vai estar representada, com lançamentos de livros, debates temáticos entre escritores de diferentes gerações e nacionalidades, e a sétima arte trará Word Cut Dogs (mostra de documentários sobre escritores portugueses, de Cesariny a Lobo Antunes, passando por Sophia de Mello Breyner), uma selecção dos melhores vídeos do Festival de Poesia e Cinema de Berlin e, ainda, “Filmagens” – concurso internacional de Poetry Film.
Não vale a pena gastar mais latim.
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Publicado originalmente no Bodyspace. Mais precisamente, aqui.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Entrevista: Manuel João Vieira

Foto de Mauro Mota

Os Corações de Atum apresentaram-se pela primeira vez no Teatro do Bairro (no Bairro Alto, Lisboa) na passada Sexta-Feira, com o duplo Romance / Hardcore na bagagem. Umas horas antes do concerto encontrámo-nos com o mentor deste e doutros projectos musicais, como os Irmãos Catita, Ena Pá 2000 ou os mais recentes Fados do Lello. Manuel João Vieira fez-se acompanhar dos seus irmãos gémeos e do primo que actualmente personifica o Candidato Vieira. A conversa foi à pesca dos Corações de Atum, deixou-se picar pelo insecto do fado, entrou no pântano da política (bem acutilante a visão do Candidato Vieira sobre a conjuntura nacional na semana que precede as legislativas) e ainda se passeou pelas artes plásticas e outras temáticas mais ou menos soltas. Eis Manuel João Vieira, uma das poucas personalidades bigger than life deste Portugal Catita.

Link para o artigo completo, com a entrevista a Manuel João Vieira.
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Publicado originalmente no Bodyspace.