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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Vodafone Mexefest do Porto já tem o cartaz fechado

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Dito isto, vamos por partes.
Em primeiro lugar, os nomes que hoje foram confirmados para ajudarem a colocar a movida da Invicta ao rubro entre 2 e 3 de Março: Twin Shadow, Niki & The Dove, The Dø, Emika, Dillon, King Krule, Norberto Lobo, Lacraus, Diego Armés, Portable, Makam, Peak & Swift, Russian Red, Muchachito Y El Trio Infierno, Dani Black, Norton, David Pires, Alto!, The Underdogs, Social Disco Club, Rui Murka, 1ª Linha Soundsystem, André Cascais, Freshkitos, Nuno Forte e Rui Trintaeum.
Tal como aconteceu no passado mês de Dezembro em Lisboa, a música rolará em simultâneo no Porto durante duas noites seguidas, em concertos espalhados por diversas salas emblemáticas ou palcos mais ou menos imprevistos, como a Garagem Vodafone FM, o Coliseu do Porto, o Cinema Passos Manuel, o Teatro Sá da Bandeira, a Sala Super Bock Super Rock (Maus Hábitos), a loja Fnac Santa Catarina, o Pitch Club e o Ateneu Comercial do Porto.
Os outros artistas (anteriormente anunciados) que completam o festival Vodafone Mexefest do Porto são Cass McCombs, Best Youth, Capitão Fausto, Beatbombers, Fink, Foals (DJ Set), Hanni El Khatib, Josh Rouse, Ladrões do Tempo, St. Vincent, Tiger & Woods, Supernada, The Glockenwise e Salto. Saltam, então – não dez, não vinte, não trinta… – QUARENTA (!!) nomes para escolher e planear um fim-de-semana de sonho para qualquer melómano que se preze.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

The Glockenwise - Building Waves

Se Barcelos não é a cidade do rock, estes rapazes aceleram daí para fora, numa estreia promissora.

A primeira vez que tomei contacto directo com estes minhotos que usam o tédio como motor foi no MusicBox, em Lisboa. A questão levantada pelo concerto foi: «Será que em estúdio estes putos transmitem metade da garra e energia mostradas ao vivo?»

Nesta parte, missão cumprida, embora por enquanto as prestações em cima do palco (frenéticas e contagiantes) sejam mesmo o maior trunfo da banda. A maior parte de Building Waves é composta por malhas aceleradas e refrões apelativos que ressoam como mantras. Há, também, lugar para uma ou outra incursão blues, como em “It´s Not a Dead End But It Most Certainly Looks Like One”, e para um tema que poderia ser uma versão acelerada dos Beach Boys – “Stay Irresponsible”. Escassas derivações, contudo, para diversificar o conteúdo do disco, naquele que talvez seja o único ponto fraco deste LP de estreia.

Embora haja quem já os compare a outros (ex-)nomes fortes da cena nacional, Building Waves mostra que os Glockenwise têm personalidade própria – baseada em hinos pujantes para entoar em coro –, optando por trilhar um caminho próprio. “You Better Watch Out” (for these kids)!! – apetece avisar, como os Glockenwise repetem, vezes sem conta, em “Bardamu Girls”, a faixa de abertura de Building Waves, o álbum com que os rapazes de Barcelos começam a conquistar a sua própria vaga no panorama musical.

Publicado originalmente no Bodyspace.