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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Artigo antecipação Capítulo Perfeito

O melhor de dois mundos num Capítulo Perfeito


Evento Allianz reúne surfistas nacionais e estrangeiros em competição especial de tubos na praia de Carcavelos.
Todos os surfistas sonham com ondas perfeitas. Dependendo das preferências individuais, nível técnico e ousadia, elas podem ser esquerdas ou direitas, pequenas ou grandes, mais rápidas ou compridas, partir em fundo rochoso ou de areia… Se existe característica consensual, sem margem para discussões, é que a forma da perfeição é redonda, tubular. Nisto até amadores e profissionais estão em sintonia.
E o campeonato ideal deve juntar o melhor do free surf (condições perfeitas, liberdade para arriscar) e da competição, com atletas de alto nível que puxem os limites para gáudio da assistência. Ou seja, estamos perante o melhor de dois mundos quando a surfistas de topo em ondas de gala retiramos os espartilhos dos moldes competitivos tradicionais.
Os parágrafos anteriores poderiam ser resumidos assim: Allianz Capítulo Perfeito. A janela de espera para o evento está aberta desde quinta-feira e estende-se até 15 de Março, pelo que a expectativa não vai parar de crescer nos próximos tempos. Quando o Surfline (site responsável pelas previsões meteorológicas e de ondulação) encontrar o dia certo, os atletas eleitos vão dar tudo pela manobra rainha do surf. O melhor tube rider vai ser coroado em Carcavelos pelo segundo ano consecutivo, após as duas primeiras edições terem sido realizadas em Supertubos. Não por acaso, estamos perante beach breaks – ondas que partem sobre fundo de areia – de classe mundial e duas das mais icónicas arenas do surf nacional.
Link para o artigo integral, publicado originalmente no blog da Allianz.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ericeira Surf Shop Festival: Isto Não É Um Festival de Verão

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O que se passou no último Sábado, dia 10, na praia da Foz do Lizandro, Ericeira, não foi um festival de Verão. Desde logo porque ocorreu em pleno Outono – como que para o lembrar, caíram alguns aguaceiros durante a tarde – e, principalmente, porque este evento fugiu à estafada fórmula de música mais copos & fumos, antes aliando de forma muito interessante o surf à arte e à ecologia.
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Link para o artigo integral, publicado originalmente no site da Surf Portugal.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Obras Avançam em Ribeira d’Ilhas


 Demolido o Ribeira Surf Camp nos finais de Outubro, prosseguem as obras de requalificação da emblemática praia. Como se vê pelas fotos, esta quinta-feira decorreram trabalhos de execução das fundações para a infraestrutura projectada e que tantas críticas tem suscitado.

 O impacto negativo desta construção na paisagem é, precisamente, um dos pontos focados pelo comunicado que a SOS – Salvem o Surf emitiu recentemente. Após comentar que “a bitola do surf e dos desportos de deslizamento nas ondas deveria ter sido considerada” quando da avaliação de impacto ambiental do Plano de Pormenor de Ribeira d’Ilhas, esta associação deixa outros exemplos de situações que deveriam ser reavaliadas (tais como os impactos negativos da instalação do emissário da ETAR na qualidade da onda ou da extinção do Ribeira Surf Camp na cultura de surf local) e ainda um rol de medidas a tomar no âmbito da Reserva Mundial de Surf da Ericeira.

 A propósito da demolição do Ribeira Surf Camp e das restantes obras da requalificação de Ribeira d’Ilhas, falámos com José Bizarro e Luís Duarte. Sobre o atraso na demolição do surf camp, cuja tomada de posse administrativa data de 30 de Julho, o vereador da Câmara Municipal de Mafra (CMM) explicou que as obras não se iniciaram em Setembro – como era previsto – porque faltava obter o devido visto do Tribunal de Contas. O autarca reafirma que a obra deverá estar concluída em Maio de 2013, “cumprindo o prazo de execução previsto para os financiamentos implicados”, assegurando também que todas as intervenções decorrem de forma faseada e planeada, “de modo a garantir, a todo o momento, o acesso dos utilizadores à praia e ao estacionamento”.

 Já os expropriados não foram surpreendidos pelos recentes desenvolvimentos, tal a falta de confiança depositada na Justiça e políticos de Portugal. Luís Duarte afirma que não foram contactados pela CMM, desconhecendo por exemplo para onde foram levados os bungalows removidos durante a demolição. Ainda assim, este sócio do Ribeira Surf Camp continua convicto de que serão ressarcidos pelo roubo de que foram alvo e promete continuar a lutar nos tribunais e fora deles.

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Artigo publicado originalmente no site da Surf Portugal, mais precisamente aqui.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ribeira Surf Camp reduzido a escombros

Já pouco resta daquilo que foi o Ribeira Surf Camp.
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Pó e destroços. É esta a imagem que fica na retina de quem se dirigir a Ribeira d’Ilhas. Hoje de manhã, funcionários da Câmara Municipal de Mafra (CMM) entraram no surf camp da icónica praia da Ericeira (envoltos em polémicos processos de expropriação e requalificação de que temos dado conta) e, com o auxílio de um caterpillar, iniciaram o processo de demolição das infraestruturas ali existentes, nomeadamente o bar, como se pode ver pelas fotografias na fotogaleria em baixo (Fotos: Hugo Rocha Pereira).

De acordo com o que o vereador José Bizarro tinha declarado à SURFPortugal em Agosto, concretizada a posse administrativa do Ribeira Surf Camp, a CMM pretendia começar as obras no passado mês de Setembro, para ter a requalificação da praia pronta no início da próxima época balnear. No entanto, a autarquia não pôde avançar com as obras na altura prevista por aguardar o visto do Tribunal de Contas (TC) ao contrato de adjudicação da empreitada, autorização que se atrasou porque o TC detectou uma discrepância nos prazos da obra na documentação do processo, obrigando a Câmara a rectificar o contrato e a proposta.

A SURFPortugal vai continuar a acompanhar este caso, trazendo-te todos os desenvolvimentos e novidades.
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Link para a notícia e fotogaleria, publicadas originalmente no site da Surf Portugal.

quinta-feira, 22 de março de 2012

terça-feira, 12 de julho de 2011

Salvar as Ondas

Na Ericeira, os protagonistas do ciclo de conferências “Salvar Ondas e Orlas Costeiras - Exemplos da Califórnia”, organizado pela S.O.S. - Salvem o Surf, partilharam ideias importantes para a comunidade de “corredores de ondas”.

“A candidatura da Ericeira a Reserva Mundial de Surf foi a melhor que já vi.” - Mark Massara

Foto de Mauro Mota

As palavras do surfista e advogado norte-americano (com décadas de intervenção ambiental, na barra dos tribunais e ao nível associativo) abrem boas perspectivas para o futuro dum dos palcos de eleição para os bodyboarders nacionais, já que um dos critérios de aprovação das candidaturas a Reserva Mundial de Surf é a singularidade das características ambientais da área em análise. E, uma vez que o estatuto de Reserva pode ser retirado às zonas que deixem de cumprir os requisitos, a preservação costeira terá de ser uma linha orientadora para os responsáveis políticos.

Por outro lado, o Vereador da Câmara Municipal de Mafra, Eng. Hélder Silva, após apresentar esta candidatura - que vai da Praia da Empa a São Lourenço (onde muitos dos leitores da Vert surfam, entre outras ondas, Pedra Branca, Reef, Ribeira de Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço), garantiu que não haverá mais construções na encosta norte de Ribeira d'Ilhas e na área envolvente à Praia da Empa.

João Macedo, surfista e membro do programa de Reservas Mundiais de Surf (World Surfing Reserves - WSR) disse que estas serão um factor importante nas decisões que possam afectar a costa. “O WSR, à semelhança do que a UNESCO faz ao classificar determinados locais como Património Mundial, pretende demonstrar às comunidades o valor de certas ondas e respectivas orlas costeiras, de forma a que as mesmas sejam preservadas”.

O Presidente da S.O.S., Pedro Bicudo, demonstrou os custos de cada onda perdida e da degradação do litoral: “Quando há construções na costa, esta perde qualidades naturais. Mesmo quando há um empreendimento que pode trazer milhões de euros ao país, devemos pensar que, do ponto de vista turístico, a especificidade de Portugal é o Oceano. Podemos perder muitos dos doze milhões de turistas que recebemos por ano, se poluirmos a costa ou a enchermos de hotéis ou casas.”
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Publicado originalmente na Vert, mais precisamente aqui.