Ainda há pouco tempo sagrado campeão mundial de scratch na companhia de Stereossauro – o seu parceiro Beatbomber –, DJ Ride está a dias de estrear um projecto que promete transportar o público para uma experiência áudio-visual singular. Pixel Thrasher é o nome do espectáculo que funde música e vídeo, com Ride a manipular som e imagem ao vivo. Para cheirar no teaser ali em baixo, antes de testemunhar na discoteca Lux, a 16 deste mês, numa noite em que Ride terá a companhia de Droptop e Nery.
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Publicado originalmente no Bodyspace, mais concretamente aqui.
É hoje editado pela primeira vez em CD o mais raro e menos conhecido álbum de Amália Rodrigues. Cantigas de Amigos, lançado originalmente em 1971, junta viola e guitarra às vozes de Amália, Natália Correia e Ary dos Santos, em incursões pela poesia trovadoresca. Enquanto que as composições estiveram a cargo do Mestre Fontes Rocha (apenas o tema “Ermida de São Simeão” não é da autoria do guitarrista), as adaptações do Cancioneiro Medieval para português contemporâneo foram da responsabilidade de Natália Correia.
Mas o texto da contra-capa do álbum, escrito por Ary dos Santos, enquadra melhor tudo isto: «Era uma vez um livro muito bonito, que cheirava muito bem. Umas vezes a flores, outras vezes a urtigas. Mas a urtigas sadias. Tinha sido feito pela Natália Correia que o desenterrara de alfarrábios muito, muito velhos, com mãos de chama e de poeta. Escusado será, pois, dizer que o livro era de poemas. Eis senão quando, uma bela noite em casa da Amália, os tais poemas sairam das páginas e ganharam voz. Pareciam ervas dançando no meio da sala. O Fontes Rocha foi-os apanhando um a um e fez com eles um feixe de música. O Carlos, o Pedro e o Joel, ajudavam muito. E a Amália deu-lhes um nome como só ela sabe: Cantigas de Amigos. O resto? O resto foi apenas convívio e entendimento perfeitos. Às vezes, pela meia-noite, os poemas tinham fome e comiam sopa de coentros e arroz de bacalhau. O Rui e o João também apareceram e ficaram calados que nem ratos ao pé do Ribeiro, que é um mágico que sabe fazer música com luzes, enquanto este regia a orquestra. Depois, chegou a bruxa Maluda (que por sinal é bem bonita) a cavalo numa vassoura, com um pincel e uma tesoura. E zás, pôs-nos a todos na Idade Média. Parece uma história para meninos, é certo. Mas não é verdade que, no Natal, todos gostamos de nos sentirmos um pouco mais crianças? Ou anjos com caracóis de fios de ovos, como diz a Natália...»
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Na sexta-feira passada publicámos um top 10 parecido, mas escolhemos apenas os melhores trocadilhos, por isso esta semana quisemos esticar a corda e dar-vos acesso às cenas cortadas, ou seja, às piadas ordinárias que ficaram de fora do post original. Um passeio pelos bastidores, se quiserem. Os bons trocadilhos (disparatados e de muito mau gosto) são raros, logo devem ser aproveitados até à última gota. O mesmo se pode dizer da Lana del Rey, de resto. Não nos escondemos do falhanço: agora sim, aqui vão os piores dez.
1. Curtia ter a Lana a cantar “Video Games” em playback e a mexer-me no joystick como quem quer mesmo chegar ao fim do Sonic.
2. A Lana tem uma canção chamada “Lolita”. Se fizer um trocadilho porco arrisco-me a ser preso.
3. Gostava muito de ver a Lana del Rey no Conan O’ Brien, mas gostava ainda mais de ver o Conan O’Brien na Lana del Rey.
4. Nhanha nas blue jeans da Lana.
5. Lã Nadel Rey? Nunca ouvi, mas tosquiava-a na boinha.
6. Os lábios da Lana são como os peidos: só o dono é que gosta.
7. Os cubanos têm a Guantanamera, os americanos a Lanadámerda.
8. Dalai Lana, canzana zen que não engana
9. Se ouvires o disco da lanA deL reY ao contrário não ouves mensagens satânicas, mas ganhas um Anal del Rey.
10. No castelo de Carqueija a Lenha del Rey Ghob é a que mais aleija.
TEXTO POR PESSOAL DO PIORIO .
Contributo para o artigo colectivo publicado originalmente na Vice, mais concretamente aqui.
Pois. Outro dos grandes (Mark Lanegan, de Screaming Trees, Queens Of The Stone Age, entre outras bandas de calibre) que lança álbum em nome próprio este ano. Desde Bubblegum (de 2004) que não o fazia, mas parece que a espera valeu a pena. O disco, que é editado na próxima segunda-feira, chama-se Blues Funeral e conta com participações ilustres: Greg Dulli (Afghan Whigs), Josh Homme (Kyuss; QOTSA) e Jack Irons – Red Hot Chili Peppers; Pearl Jam. Mas o mais importante é ouvir a música – já disponível em streaming no site da Mojo – e aproveitar para ver Mark Lanegan ao vivo entre nós no fim de Março: dia 30 no Hard Club do Porto e na noite seguinte pela sala TMN Ao Vivo, em Lisboa. É entrar no cortejo. Qualquer coveiro sabe que nascemos sem nada e partimos sem nada levar; a não ser sete palmos de terra.
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A relação de Jim Jarmusch com a música não é de agora (desde as bandas-sonoras marcantes à curadoria do All Tomorrow’s Parties nova-iorquino de 2010), mas será este ano que o realizador do sublime Down By Law colocará pela primeira vez a sua assinatura num disco. Concerning The Entrance Into Eternity junta o norte-americano (que assegura as guitarras) com o holandês Jozef Van Wissen, que se encarrega do alaúde. O disco, que tem edição oficial prevista para 28 de Fevereiro, apresenta como primeiro cartão-de-visita “The Sun OF The Natural World Is Pure Fire”, combinação de harmonias do alaúde com dissonâncias que saem das cordas de Jarmusch. Para ouvir de seguida.
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O senhor White Stripes, Raconteurs e Dead Weather está prestes a lançar o seu primeiro disco a solo. Dead Weather. Blunderbuss (“bacamarte”, em português) será o título da estreia, que deverá acontecer dia 23 de Abril, pela Third Man Records/XL Recordings. O primeiro avanço do álbum já foi disponibilizado. O single chama-se “Love Interruption” e pode ouvir-se aí em baixo.
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Embora possa não parecer, esta segunda-feira (dia 30) são editados mais discos do que Born To Die. E um deles merece especial atenção, por celebrar os 40 anos de carreira de Leonard Cohen e ser o primeiro álbum de inéditos que o autor – músico, poeta, escritor – canadiano lança desde Dear Heather, de 2004. Old Ideas, o 12º registo de estúdio da carreira de Leonard Cohen, que continua a cantar hinos de penitência (em que as questões existenciais muitas vezes se cruzam com os sentidos) como ninguém, foi disponibilizado na totalidade para streaming através do site da NPR. Já escutámos e confessamos: algumas ideias antigas valem bem mais do que certas fórmulas modernas. .
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